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Juliet, Naked abril 26, 2011

Posted by Jan Balanco in Livros e HQs.
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Escrever sobre meu planejamento anual de leituras, me fez lembrar de Juliet, Naked (no Brasil, Juliet, Nua e Crua) de Nick Hornby, o único livro de ficção que li em 2010. Ganhei de uma grande amiga como presente de aniversário, acho que logo após o lançamento do livro no Brasil, devorei rapidamente, e a escrevi um e-mail de agradecimento que bem podia ter sido uma carta, mas aqui vai virar resenha.


from: Jan Balanco
to: Tiana Duarte
date: Tue, Jun 1, 2010 at 12:22 AM
subject: Obrigado pelo presente
mailed-by: gmail.com

Ti,

Terminei agora de ler o livro que me deu de presente. Tudo em dois dias, metade ontem e metade hoje. Adorei.

Fico pensando se você já o havia lido antes e concluiu que tinha a ver comigo, ou se a assinatura de Nick Hornby foi suficiente para escolher o presente. A segunda opção já teria sido mais que suficiente, masExpand a verdade é que uma leitura prazerosa como essa era tudo o que eu buscava no momento. Minha estante de livros não-lidos é recheada por obras que se passam em períodos históricos antigos demais, escritas por autores que já morreram, guardadas em exemplares empoeirados que me fazem espirrar, com conteúdo denso demais para ler antes de dormir, ou qualquer outro fator desestimulante demais para alguém que volta para casa cansado do trabalho.

Mais importante que isso, me identifico com um monte de temas tratados no livro: Casamento, infidelidade, separação, paternidade, família… e por outro lado fanatismo, crítica de arte, e até museologia. Me fez pensar minha vida passada, presente e futura. Ainda não sei se foi proposital, mas alguns desses temas remetem diretamente ao momento em que me encontro na minha vida pessoal, “rumo ao altar”.

Esse é o terceiro livro de Hornby que eu leio e sempre ao terminar a sensação é a mesma: Legal, mas não genial; ótimo, mas não excelente. Talvez eu tenha esse tempo todo buscado nele fatores que fizeram de outros autores gênios em outras épocas, como uma construção narrativa surpreendente ou uma história atemporal, e nunca me ative ao fato de que ele ser um impressionante cronista de nossa época seja o que o eleva a posição de genial. Me enxerguei em Duncan, em Annie, em Tucker e Grace. Vi em Jackson, Gina, Natalie e Terry o reflexo de pessoas ao meu redor. Quantos escritores são capazes de nos proporcionar isso?

* * *

Ao ler sobre Tucker Crowe pensei o tempo todo em Jeff Buckley. Acho que essa poderia ser a história dele – não que eu desejasse isso para ele se estivesse vivo, claro.

E a obsessão de Duncan por Crowe, claro que me fez pensar o tempo todo pela minha obsessão por Robert Pollard, em como é irracional e difícil de explicar, é como se houvesse uma conexão tal qual Annie descreve, e acho suficiente para justificar o fanatismo. Mas gosto da idéia de me dispor a uma releitura da obra do Guided by Voices usando da razão, apesar de saber que terei muita dificuldade em desplugar os conectores após qualquer disco deles começar a girar aqui em casa. A emoção é muito forte.

* * *

Depois me empreste os outros livros de Hornby, de preferência em inglês, a menos que as outras edições brasileiras não sejam como essa da Rocco, que contém falhas na tradução e faltam palavras em algumas partes do livro (você percebeu também?)… mas que em nada atrapalhou essa maravilhosa experiência de leitura.

Beijos,

Jan

PS: Qual Duncan sobre Juliet, Naked, escrevi no calor do momento. Posso me arrepender de algumas coisas depois (rs).

+

PS 2011: Não me arrependi de nada do que escrevi.

Comentários»

1. Ramon - abril 26, 2011

Eu sou fã do Hornby e acho que já li quase todos os seus livros. Esse é legal, melhor do que o anterior (Slam) que eu tinha achado bem mais ou menos.

2. maria - abril 26, 2011

(ah! eu tenho o “febre..”, só que em português. mas se quiser, te empresto)

3. maria - abril 26, 2011

gostei da carta/resenha, também li o livro no ano passado e também gostei muito! sobre hornby, sempre fui fã justamente por causa da identificação – em todos os livros, eu podia me identificar com certos personagens, situações ou até falas. e isso me dava uma sensação boa, de não estar só. não sei se você já leu ‘febre de bola’, mas eu aconselho muito.
http://noblocodenotas.blogspot.com/2009/02/sobre-uma-febre.html
http://noblocodenotas.blogspot.com/2009/09/por-que-eu-amo-hornby-e-acho-que.html
http://noblocodenotas.blogspot.com/2010/08/hornby-me-complica-mas-fazer-o-que-nao.html

beijo, janeco


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