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Livros e filmes para 2012 dezembro 30, 2011

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Alguns dos variados livros que estou separando para tentar ler em 2012

Com o novo ano chegando é hora de fazer um balanço dos livros e filmes assistidos em 2011, e programar como será 2012. Por isso recomendo a leitura do post que escrevi há um tempo atrás sobre metas anuais de livros e filmes. Eu consegui alcançar minhas metas, li 14 livros conforme planejado e assisti 101 filmes, superando em muito o planejado que era assistir pelo menos 60 filmes. Entre os livros, romance, poesia, contos, livros técnicos, ou seja, um rol bem diverso, o que me deixou satisfeito mas pretendo melhorar no próximo ano, especialmente na quantidade de leitura, que pretendo aumentar. Quanto aos filmes, a grande mudança em relação a 2010 é que em 2011 assisti 25 filmes no cinema, 1/4 do total do ano, um fato só conseguido pela facilidade de ter quase 30 salas de cinema no meu bairro. Em 2011 ficarei satisfeito se alcançar a meta de 60 filmes apenas, mas espero manter o mesmo ritmo de idas ao cinema.

Que o seu consumo cultural em 2012 também seja frenético! Feliz ano novo!

Fest Comix 2011 outubro 15, 2011

Posted by Jan Balanco in Livros e HQs.
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Começou ontem e vai até este domingo em São Paulo a 18ª edição do Fest Comix, festival de HQs promovido pela Comix, mais tradicional loja brasileira do ramo. Auto-intitulado como o “maior evento de Quadrinhos e Mangás do Brasil”, se caracteriza mais como uma feira do que um festival. Diferentemente de outros eventos brasileiros como o FIQ e a Rio Comicon, que tem programação intensa de lançamentos, palestras, debates e oficinas, além de exposições e até mostras de filmes, em uma celebração real da cultura das HQs, o Fest Comix é na verdade uma feira de venda de publicações, associada a uma pequena – porém interessante – programação paralela.

O “supermercado dos quadrinhos” no Fest Comix de 2010.

Para quem deseja fazer comprar, o Fest Comix é muito bom. A variedade de títulos é realmente grande, e parcerias com editoras nacionais proporcionam descontos de 20% a 80% nos títulos à venda. A oferta de revistas usadas também é ótima, sendo uma boa oportunidade para completar coleções.

O 18º Fest Comix acontece de 14 a 16/10 no Centro de Convenções São Luís, localizado a Rua Luis Coelho, 320, muito próximo à estação Consolação/Paulista do metrô. Para conferir a programação completa do evento, e os preços dos itens em promoção, confira o site oficial.

Juliet, Naked abril 26, 2011

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Escrever sobre meu planejamento anual de leituras, me fez lembrar de Juliet, Naked (no Brasil, Juliet, Nua e Crua) de Nick Hornby, o único livro de ficção que li em 2010. Ganhei de uma grande amiga como presente de aniversário, acho que logo após o lançamento do livro no Brasil, devorei rapidamente, e a escrevi um e-mail de agradecimento que bem podia ter sido uma carta, mas aqui vai virar resenha.


from: Jan Balanco
to: Tiana Duarte
date: Tue, Jun 1, 2010 at 12:22 AM
subject: Obrigado pelo presente
mailed-by: gmail.com

Ti,

Terminei agora de ler o livro que me deu de presente. Tudo em dois dias, metade ontem e metade hoje. Adorei.

Fico pensando se você já o havia lido antes e concluiu que tinha a ver comigo, ou se a assinatura de Nick Hornby foi suficiente para escolher o presente. A segunda opção já teria sido mais que suficiente, masExpand a verdade é que uma leitura prazerosa como essa era tudo o que eu buscava no momento. Minha estante de livros não-lidos é recheada por obras que se passam em períodos históricos antigos demais, escritas por autores que já morreram, guardadas em exemplares empoeirados que me fazem espirrar, com conteúdo denso demais para ler antes de dormir, ou qualquer outro fator desestimulante demais para alguém que volta para casa cansado do trabalho.

Mais importante que isso, me identifico com um monte de temas tratados no livro: Casamento, infidelidade, separação, paternidade, família… e por outro lado fanatismo, crítica de arte, e até museologia. Me fez pensar minha vida passada, presente e futura. Ainda não sei se foi proposital, mas alguns desses temas remetem diretamente ao momento em que me encontro na minha vida pessoal, “rumo ao altar”.

Esse é o terceiro livro de Hornby que eu leio e sempre ao terminar a sensação é a mesma: Legal, mas não genial; ótimo, mas não excelente. Talvez eu tenha esse tempo todo buscado nele fatores que fizeram de outros autores gênios em outras épocas, como uma construção narrativa surpreendente ou uma história atemporal, e nunca me ative ao fato de que ele ser um impressionante cronista de nossa época seja o que o eleva a posição de genial. Me enxerguei em Duncan, em Annie, em Tucker e Grace. Vi em Jackson, Gina, Natalie e Terry o reflexo de pessoas ao meu redor. Quantos escritores são capazes de nos proporcionar isso?

* * *

Ao ler sobre Tucker Crowe pensei o tempo todo em Jeff Buckley. Acho que essa poderia ser a história dele – não que eu desejasse isso para ele se estivesse vivo, claro.

E a obsessão de Duncan por Crowe, claro que me fez pensar o tempo todo pela minha obsessão por Robert Pollard, em como é irracional e difícil de explicar, é como se houvesse uma conexão tal qual Annie descreve, e acho suficiente para justificar o fanatismo. Mas gosto da idéia de me dispor a uma releitura da obra do Guided by Voices usando da razão, apesar de saber que terei muita dificuldade em desplugar os conectores após qualquer disco deles começar a girar aqui em casa. A emoção é muito forte.

* * *

Depois me empreste os outros livros de Hornby, de preferência em inglês, a menos que as outras edições brasileiras não sejam como essa da Rocco, que contém falhas na tradução e faltam palavras em algumas partes do livro (você percebeu também?)… mas que em nada atrapalhou essa maravilhosa experiência de leitura.

Beijos,

Jan

PS: Qual Duncan sobre Juliet, Naked, escrevi no calor do momento. Posso me arrepender de algumas coisas depois (rs).

+

PS 2011: Não me arrependi de nada do que escrevi.

Metas anuais de livros e filmes abril 21, 2011

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Embalando livros e DVDs em minha última mudança

Desde que entrei na universidade, há muitos anos atrás, perdi o hábito de ler livros inteiros, principalmente literatura, substituído pela leitura acadêmica e técnica de artigos, ensaios, capítulos de livro, pesquisas, dissertações e teses. Após muitos esforços em vão, resolvi me impôr uma meta anual, bem modesta, de ler pelo menos 12 livros inéditos por ano, em média 1 por mês. Assim começou uma boa brincadeira. Vou relatar aqui o método que uso, quem sabe alguém se identifica e adota pra si!

A cada revéillon crio uma nova planilha para anotar os livros que lerei no ano que se inicia. Coloco os seguintes campos: Autor, Título, Título Original, Ano, Suporte, e Data da Leitura. Além da auto-cobrança de cumprir a meta estabelecida, acabo gerando um pequeno banco de dados que uso para qualificar minhas leituras. A medida que os meses vão passando, vou preenchendo a planilha e posso observar se estou lendo mais autores brasileiros ou estrangeiros, obras novas ou antigas, ficcionais ou técnicas, em meio impresso ou digital, etc, e posso melhor redirecionar a escolha do livro seguinte. Comparando a planilha atual com a dos anos anteriores, a auto-avaliação fica ainda mais interessante. Uma regra que criei nesse jogo é que se em determinado ano não consigo cumprir a meta de ler 12 livros, tenho que compensar a diferença no ano seguinte. Por outro lado, se conseguir ler livros a mais, não posso descontar depois! Em 2010 por exemplo, só li 10 livros, o que significa que em 2011 tenho que completar 14. Não me chateei muito de não ter cumprido a meta do ano passado porque li milhares de páginas de excelentes HQs, e 5 longos relatórios de pesquisa, equivalente a Teses de Doutorado, digamos. Em 2011 estou bem atrasado e começo a me preocupar, pois já adentramos o primeiro quadrimestre e só tenho 3 livros lidos, faltam 11!

Algum tempo depois comecei a repetir o mesmo processo com filmes, mas com uma meta mais audaciosa de 60 filmes, em média 5 filmes por mês. Tenho conseguido cumprir bem a meta. Neste ano já assisti 28 filmes até agora, resultando em uma média total 40% maior do que deveria manter até o fim de abril. Os campos que uso na planilha são os mesmos dos livros, apenas substituindo Autor por Diretor. Com os dados levantados já consegui constatar, por exemplo, que a época do ano em que assisto mais filmes sempre corresponde aos primeiros meses do ano, o que acredito ser devido às férias e ao Oscar. Também constatei que o perecentual de filmes que assisto em formato DivX cresce a cada ano, em detrimento das idas ao cinema, dado que em 2011 já estou me esforçando para mudar, tendo ido ao cinema em 1/3 das ocasiões.

Também já tentei registrar séries assistidas (por temporadas completas), mas depois concluí que não valia o esforço, uma vez que não quero aumentar o consumo de séries, e sim diminuir, pois acho em geral um tempo mal aproveitado. Exposições visitadas também já foram tema de planilha anos atrás, mas a minha frequência é tão regular e intensa que julgo não haver necessidade. O mesmo vale para discos, com a diferença que as audições são automaticamente organizadas pelo iTunes, que é o meu principal reprodutor de música atualmente.

Se você precisa aumentar o seu consumo de algum produto cultural, ou apenas é viciado em organização e planejamento como eu, fica a minha dica.

Leitura para começar o ano: Garfield janeiro 10, 2011

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A primeira coisa que escolhi pra ler esse ano foi Garfield, um gato de peso. Desde 2006 a editora L&PM publica no Brasil coleções de tiras do Grafield em edições de bolso que eu considero perfeitas. Há diversos títulos do Garfield no mercado nacional, nos mais diversos formatos, tamanhos e quantidade de páginas, mas prefiro comprar em versão de bolso pela praticidade de poder levar a qualquer lugar. As tiras são hilárias e excelentes para animar tediosas viagens de ônibus e metrô, ou para recomeçar um dia de trabalho após o almoço, ou para ler no banheiro, ou ao acordar… Costumo gargalhar lendo Garfield, e tento não perceber a reação das pessoas ao meu redor nesses momentos.

Recomendo a caixa da L&PM que reúne os cinco primeiros volumes dos dez por eles publicado em formato de bolso até agora. Cada livro tem cerca de 130 páginas com mais de 300 tiras em média.

Custa R$ 44 na Saraiva.

Lançamento CrediFácil Cultura maio 27, 2010

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Hoje às 15h a Desenbahia e a SECULT realizam evento de lançamento do CrediFácil Cultura, nova linha estadual de financiamento à Cultura, desenvolvida aqui pela Diretoria de Economia da Cultura e Diretoria de Fomento à Cultura da SECULT, e Desenbahia.

Na ocasião haverá também uma mesa com 8 representantes de instituições de fomento apresentando seus programas para Cultura.

Imperdível para quem tem Pessoa Jurídica do setor cultural com sede na Bahia.

Mais informações aqui.

Exposição “MATA” de Pedro Marighella maio 5, 2010

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Em curtíssima temporada na Galeria ACBEU, em Salvador, encerra nesse sábado 08/5 a visitação à exposição MATA, do artista baiano Pedro Marighella. Na verdade uma obra única, MATA é uma ocupação gráfica em que as paredes da galeria foram cobertas por desenhos  feitos à mão com o uso de caneta marcador diretamente na parede. Não vou falar aqui sobre o tema dos desenhos, nem publicar fotos da ocupação. Não quero estragar o fator-surpresa de quem for visitar pessoalmente. Mas prometo publicar um registro fotográfico aqui na próxima semana. Por enquanto, apenas uma foto da parede de apresentação da galeria, também feito à mão.

Acompanho o trabalho de Pedro Marighella, ou simplesmente Marighella – como o chamávamos desde antes de saber da existência de seu antepassado famoso -, desde o final dos anos 1990, época em que ele desenhava quadrinhos e pintava as paredes do grêmio estudantil do colégio onde estudávamos, o ISBA. Chegamos a trabalhar em um mesmo projeto, a edição Nº 1 da Banzai Comics, HQ independente publicada em 1999 pelos amigos Magno Jacobina e Mateus Freire (hoje um engenheiro civil e um médico, respectivamente, dois talentos infelizmente afastados da criação artística) em que Marighella foi o artista convidado para ilustrar a capa e o poster, e eu fui o letrista. Seguem fotos abaixo (não possuo scanner).

Exemplar da Banzai Comics #1 com capa de Pedro Marighella

Poster de Pedro Marighella encartado na Banzai Comics #1

De lá pra cá muita coisa aconteceu. Por volta do ano 2000 deu início ao seu projeto como DJ, o SOM PEBA, em que remixa músicas do pagode elétrico baiano, ritmo ainda em ascensão naquela época. Depois começou a discotecar com velhos vinis de axé dos anos 1980 e 1990, num revival muito bem humorado, antecipando em quase 10 anos os atuais remixes e mashups de ritmos das periferias brasileiras, e a revalorização de Luiz Caldas e cia.

Tempos depois começou a administrar com alguns parceiros o Estúdio Zito, através do qual desenvolve todo tipo de ilustrações e peças gráficas sob encomenda para os mais diversos tipos de cliente, de mascote de resort de luxo até as fichas de acarajé da baiana Cira de Itapuã.

Mas sua grande empreitada mesmo é o GIA – Grupo de Interferência Ambiental, coletivo do qual faz parte e que eu considero possivelmente como o que há de melhor no atual cenário das “artes visuais” (entre aspas porque o GIA vai muito além disso) na Bahia.  Prefiro me privar de tentar explicar o GIA e não me fazer entender, e recomendo um passeio demorado pelos seguintes links:

– Blog do GIA

– Reportagem da revista Muito (2008)

– Catálogo da Fiat Mostra Brasil (2006)

Canetas

Em 2007 voltei a trabalhar com Marighella na exposição coletiva do projeto 3×4 – Circuito de Produção Cultural, na Galeria do Teatro ICEIA, onde fui curador e produtor junto a um grupo de colegas da faculdade, e Marighella foi um dos artistas convidados. Foi por volta dessa época que ele começou a fazer desenhos de grande dimensão em paredes, que pude ver pela primeira vez na coletiva Resíduo na Galeria do Conselho. A técnica consiste em usar um retroprojetor para ampliar um desenho previamente feito em papel ou transparência, e então cobrir os contornos projetados na parede com caneta tipo marcador. MATA é a sua maior obra realizada com essa técnica.

Pedro Marighella, de camiseta branca e com sua obra ao fundo, junto a alguns dos artistas da coletiva 3×4.

O que eu entendo como uma gostosa mistura de HQ agigantada e pixação comportada é o suporte que tenho visto Marighella usar em seu trabalho individual de galeria nos últimos anos. Eu adoro, apesar de, por estar sempre preocupado demais com a sustentabilidade dos artistas que admiro, ficar aflito em saber que sua existência é curta e só dura até a próxima camada de tinta, nunca podendo ir parar numa coleção ou algo parecido. Tudo bem que essa não deva ser a intenção do artista, e também nem é da minha conta, mas fico preocupado com a sustentabilidade das ações. Seria bacana ver a produção de obras como essa em dimensões menores, em suportes como telas e desenhos, por exemplo. A artista japonesa Urata Spancall faz isso muito bem, pintando telas, ilustrando em papel, ou até em objetos como calçados, sem perda (eu mesmo tenho um exemplar em casa).

Mercado à parte, a sua arte fica cada vez melhor.

Aplauso para download gratuito dezembro 29, 2009

Posted by Jan Balanco in Audiovisual, Livros e HQs, Música.
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Uma iniciativa louvável e que devia ser seguida por todas as editoras públicas do Brasil: a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo colocou para download gratuito mais de 170 livros da coleção Aplauso, que segundo o texto de apresentação, “pretende resgatar um pouco da memória de figuras do Teatro, TV e Cinema que tiveram participação na história recente do País, tanto dentro quanto fora de cena”. Na verdade a coleção é mais que isso, pois além de livros dedicados a atores e diretores, encontram-se também muitos roteiros, e temas como Cinema e Tecnologia, História da TV , Críticas, Crônicas, e Música.

Siga o link, clique em “Livros”, e baixe os livros que desejar para a estante do seu computador: http://aplauso.imprensaoficial.com.br/novo.php
Os títulos estão disponíveis para download em formato PDF, TXT, ou podem ser lidos diretamente no site.

Já baixei:
– “Cinema Digital:  Democratização e Globalização no Audiovisual”
Li no começo do ano o livro “Cinema Digital: Um novo cinema?” (2004), do mesmo autor e da mesma coleção, o que me faz pensar que o novo seja uma revisão do anterior.  Acredito que valha a pena, afinal nesses 5 anos com certeza muita coisa deve ter mudado nas tecnologias de exibição cinematográfica.

– “Orlando Senna: O homem da montanha”

– “Rogério Duprat: Ecletismo Musical”

Olá mundo! setembro 2, 2009

Posted by Jan Balanco in Artes Visuais, Audiovisual, Comidas & Bebidas, Livros e HQs, Música, Viagem.
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Mais um blog?

Calma, esse blog não se trata de uma aventura de alguém que acabou de descobrir a internet. Mas do que um início, isso aqui é um retorno de alguém que blogou de 2001 a 2007, e desde então sentia falta de compartilhar recomendações e opiniões sobre os mais diversos assuntos: Música, cinema, livros, artes visuais, viagens, restaurantes, cultura pop, e outras tantas coisas. Os critérios, claro, são as minhas experiências e os meus interesses pessoais, mas tenho certeza que encontrarei muita gente disposta a conversar sobre os mesmos assuntos por aqui.

Bem vindos!

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