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Livros e filmes para 2012 dezembro 30, 2011

Posted by Jan Balanco in Audiovisual, Livros e HQs.
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Alguns dos variados livros que estou separando para tentar ler em 2012

Com o novo ano chegando é hora de fazer um balanço dos livros e filmes assistidos em 2011, e programar como será 2012. Por isso recomendo a leitura do post que escrevi há um tempo atrás sobre metas anuais de livros e filmes. Eu consegui alcançar minhas metas, li 14 livros conforme planejado e assisti 101 filmes, superando em muito o planejado que era assistir pelo menos 60 filmes. Entre os livros, romance, poesia, contos, livros técnicos, ou seja, um rol bem diverso, o que me deixou satisfeito mas pretendo melhorar no próximo ano, especialmente na quantidade de leitura, que pretendo aumentar. Quanto aos filmes, a grande mudança em relação a 2010 é que em 2011 assisti 25 filmes no cinema, 1/4 do total do ano, um fato só conseguido pela facilidade de ter quase 30 salas de cinema no meu bairro. Em 2011 ficarei satisfeito se alcançar a meta de 60 filmes apenas, mas espero manter o mesmo ritmo de idas ao cinema.

Que o seu consumo cultural em 2012 também seja frenético! Feliz ano novo!

Metas anuais de livros e filmes abril 21, 2011

Posted by Jan Balanco in Audiovisual, Livros e HQs.
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Embalando livros e DVDs em minha última mudança

Desde que entrei na universidade, há muitos anos atrás, perdi o hábito de ler livros inteiros, principalmente literatura, substituído pela leitura acadêmica e técnica de artigos, ensaios, capítulos de livro, pesquisas, dissertações e teses. Após muitos esforços em vão, resolvi me impôr uma meta anual, bem modesta, de ler pelo menos 12 livros inéditos por ano, em média 1 por mês. Assim começou uma boa brincadeira. Vou relatar aqui o método que uso, quem sabe alguém se identifica e adota pra si!

A cada revéillon crio uma nova planilha para anotar os livros que lerei no ano que se inicia. Coloco os seguintes campos: Autor, Título, Título Original, Ano, Suporte, e Data da Leitura. Além da auto-cobrança de cumprir a meta estabelecida, acabo gerando um pequeno banco de dados que uso para qualificar minhas leituras. A medida que os meses vão passando, vou preenchendo a planilha e posso observar se estou lendo mais autores brasileiros ou estrangeiros, obras novas ou antigas, ficcionais ou técnicas, em meio impresso ou digital, etc, e posso melhor redirecionar a escolha do livro seguinte. Comparando a planilha atual com a dos anos anteriores, a auto-avaliação fica ainda mais interessante. Uma regra que criei nesse jogo é que se em determinado ano não consigo cumprir a meta de ler 12 livros, tenho que compensar a diferença no ano seguinte. Por outro lado, se conseguir ler livros a mais, não posso descontar depois! Em 2010 por exemplo, só li 10 livros, o que significa que em 2011 tenho que completar 14. Não me chateei muito de não ter cumprido a meta do ano passado porque li milhares de páginas de excelentes HQs, e 5 longos relatórios de pesquisa, equivalente a Teses de Doutorado, digamos. Em 2011 estou bem atrasado e começo a me preocupar, pois já adentramos o primeiro quadrimestre e só tenho 3 livros lidos, faltam 11!

Algum tempo depois comecei a repetir o mesmo processo com filmes, mas com uma meta mais audaciosa de 60 filmes, em média 5 filmes por mês. Tenho conseguido cumprir bem a meta. Neste ano já assisti 28 filmes até agora, resultando em uma média total 40% maior do que deveria manter até o fim de abril. Os campos que uso na planilha são os mesmos dos livros, apenas substituindo Autor por Diretor. Com os dados levantados já consegui constatar, por exemplo, que a época do ano em que assisto mais filmes sempre corresponde aos primeiros meses do ano, o que acredito ser devido às férias e ao Oscar. Também constatei que o perecentual de filmes que assisto em formato DivX cresce a cada ano, em detrimento das idas ao cinema, dado que em 2011 já estou me esforçando para mudar, tendo ido ao cinema em 1/3 das ocasiões.

Também já tentei registrar séries assistidas (por temporadas completas), mas depois concluí que não valia o esforço, uma vez que não quero aumentar o consumo de séries, e sim diminuir, pois acho em geral um tempo mal aproveitado. Exposições visitadas também já foram tema de planilha anos atrás, mas a minha frequência é tão regular e intensa que julgo não haver necessidade. O mesmo vale para discos, com a diferença que as audições são automaticamente organizadas pelo iTunes, que é o meu principal reprodutor de música atualmente.

Se você precisa aumentar o seu consumo de algum produto cultural, ou apenas é viciado em organização e planejamento como eu, fica a minha dica.

Coleção Woody Allen janeiro 9, 2011

Posted by Jan Balanco in Audiovisual.
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Eu e minha namorada combinamos comprar um único presente de Natal para nós dois, e decidimos pela caixa de DVDs Coleção Woody Allen lançada recentemente no Brasil. Aparentemente sem versão americana, a caixa reúne 20 filmes do diretor lançados entre 1971 e 2005. Não há um recorte lógico na seleção, mas a concentração se dá nas décadas de 1970 e 1980, com todos os 17 filmes que foram lançados nessa época. Considerando que Woody Allen tem 40 longas lançados como diretor até agora (Fonte: Wikipedia), essa caixa é a sua mais abrangente coleção disponível no mercado, apresentando metade de sua obra cinematográfica.

Os DVDs são embalados em estojos finos (slim boxes, se preferir), sem nenhum tipo de encarte, e abrigados numa caixa de papelão simples horizontal sem tampa. Para quem já está com a estante cheia o formato é ótimo pois ocupa apenas o espaço de um estojo de DVD deitado, e tem acesso fácil como gaveta. Não acompanha livreto, catálogo, ou nenhum outro material impresso. Como a caixa é feita em material frágil, recomendo abrir com cuidado e manter no plástico para preservar.

Todos os filmes são em áudio mono e em vídeo widescreen (à exceção de Simplesmente Alice em estéreo, e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa em letterbox). Testei alguns filmes e aparentemente não foram remasterizados ou receberam nenhum tipo de tratamento, chegando mesmo a ter ruído na imagem, como no cinema. Ou seja, não espere encontrar aqui a qualidade de imagem e vídeo de um DVD de Star Wars, por exemplo. E o único extra disponível são os trailers de 12 dos 20 filmes. Releve e se concentre no conteúdo.

Os 20 filmes:
– Bananas (Bananas, 1971);
– Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Tinha Medo de Perguntar (Every Thing You Always Wanted to Know About Sex * But Were Afraid to Ask, 1972);
– O Dorminhoco (Sleeper, 1973);
– A Última Noite de Boris Grushenko (Love and Death, 1975);
– Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977);
– Interiores (Interiors, 1978);
– Manhattan (Manhattan, 1979);
– Memórias (Stardust Memories, 1980);
– Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão (A Midsummer Night’s Sex Comedy, 1982);
– Zelig (Zelig, 1983);
– Broadway Danny Rose (Broadway Danny Rose, 1984);
– A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo, 1985);
– Hannah e suas Irmãs (Hannah and Her Sisters, 1986);
– A Era do Rádio (Radio Days, 1987);
– Setembro (September, 1987);
– A Outra (Another Woman, 1988);
– Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, 1989);
– Simplesmente Alice (Alice, 1990);
– Neblina e Sombras (Shadows and Fog, 1992);
– Melinda e Melinda (Melinda and Melinda, 2005).

O preço médio da caixa é de R$ 250, que equivale a R$ 12,50 por DVD. Apesar da despesa total ser alta, quando calculado o valor individual compensa, já que o preço médio dos DVDs em separado é de R$ 20 cada. Recomendo.

*

Prentedemos assistir todos os filmes nesse ano, em ordem cronológica. Acreditamos já ter assitido metade deles, mas vamos rever mesmo assim. Ao acabar essa caixa acho que Woody Allen será o diretor de que assisti a maior quantidade de filmes diferentes, ultrapassando Spielberg, Kubrick, Truffaut e Billy Wilder.

Diretores nerd em novos rumos janeiro 27, 2010

Posted by Jan Balanco in Audiovisual.
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Noite passada me dediquei a “zerar” a filmografia de dois grandes diretores nerds que gosto muito: Kevin Smith e Mike Judge. Faltava assistir apenas uma película de cada, respectivamente Jersey Girl (2004) e Extract (2009). Além da presença de Ben Affleck, e de em geral terem tido críticas desfavoráveis apesar de ótimos, ambos os filmes parecem ser divisores de água no currículo de seus diretores. Será?

Ouvia falar de Jersey Girl (2004) como se tratando de uma comédia romântica, num sentido pejorativo do termo, o que me desanimava um pouco a assistí-lo, e por isso me desculpo de comentar como se fosse novo um filme com mais de 5 anos de lançamento. Sendo mais franco, meu pensamento pré-constituído sobre o filme já tinha chegado ao ponto de achar que era uma película caça-níqueis qualquer de segundo escalão que Kevin Smith teria dirigido apenas para ganhar um troco. Definitivamente não é o caso, mas sim mais uma obra típica do diretor que de certa maneira também trata da transição para a vida adulta, mas dessa vez não sob o aspecto profissional ou amoroso, mas o da família. Apesar de no fundo ser mais um filme de Kevin Smith, com todas as suas características presentes, ao mesmo tempo Jersey Girl é muito diferente de todos os outros filmados por ele. Muito mais “sério”, “sentimental” (não consigo usar esses termos diretamente para adjetivar um Kevin Smith)… e é muito bom do jeito que é. Achei muito conectado a Zack and Miri Make a Porno (2008), filme seguinte na filmografia do diretor, se desconsiderarmos o excelente Clerks II (2006) que é uma continuação. Será uma tendência? Estaria Kevin Smith finalmente envelhecendo?

Extract (2009) é o melhor filme já realizado por Mike Judge, mais conhecido como o responsável por uma das melhores séries de animação de todos os tempos, a insana Beavis and Butt-Head. Falando sério, Extract é melhor até que o seu primeiro longa-metragem, Beavis and Butt-Head do America (1996) – mas não é melhor que a série de TV, claro! Para quem assistiu aos seus outros filmes, Office Space (1999) e Idiocracy (2006), já é possível detectar em Extract a consolidação de um “estilo Mike Judge”, dessa vez enfim afinado, pois os seus outros dois filmes com atores reais, apesar de geniais, não ganham nota 10. Fiquei muito contente ao assistir Extract, não só pelos 90 minutos de deleite cinematográfico, mas pela esperança de que agora Mike Judge finalmente deslanche como um grande diretor de cinema nerd, e passe a nos proporcionar ótimos filmes em constância regular, como o seu colega Kevin Smith. Contar com Ben Affleck e Gene Simmons atuando no filme indica já a conquista de um certo prestígio, né? Torçamos por ele!

* * *

Bem, como é possível perceber, não costumo gostar de ficar resenhando a “história dos filmes”, para mim o fato de algo ser dirigido por Kevin Smith ou Mike Judge já é motivo mais que suficiente para serem obrigatoriamente conferidos, independente de ter uma mocinha e um mocinho que moram em algum lugar determinado e trabalham em tal atividade e etc, e se o final ºe feliz ou não, mas caso ainda tenha dúvidas, vejam a opinião de dois mestres do assunto:

Inglorious Basterds outubro 22, 2009

Posted by Jan Balanco in Audiovisual.
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Inglorious Bastards

E Tarantino cometeu mais uma obra-prima. Quem diria que isso aconteceria após tanto tempo?

Se você já assistiu, confira o bom texto de André Setaro sobre o filme aqui.

Se ainda não assistiu, corra para não perder a chance de assistir no cinema esse que sem dúvida já é o melhor filme do ano.  E quando subir os créditos, não esqueça de aplaudir.

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