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Messias em show gratuito agosto 27, 2010

Posted by Jan Balanco in Música.
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Foto: Ricardo Sans

Hoje Salvador tem mais uma oportunidade para conferir o show de Messias, às 21h na Praça Thereza Batista no Pelourinho, com entrada gratuita. Como já disse aqui antes, Messias lançou em 2010 um grande disco, Escrever-me, Envelhecer-me, Esquecer-me, e suas músicas merecem ser ouvidas. Ao vivo Messias ainda não conseguiu igualar a excelência alcançada no disco gravado, o que é natural para uma banda que, apesar de formada por músicos muito experientes, fez apenas quatro shows até agora. Mas a evolução tem sido rápida e a banda está quase lá. Sem dúvida um show imperdível para quem estiver hoje à noite em Salvador.

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E no dia 10 de setembro a brincando de deus faz mais um show de retorno em Salvador, dessa vez no Groove Bar, na Barra, à partir das 22h e com ingressos entre 15 e 25 reais. A discotecagem ficará a cargo do residente DJ Pinguim, e das duplas Franchico X BigBross e Brahmz X Bazarov. Imperdível também!

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Em breve São Paulo deve conferir novamente os shows de Messias e brincando de deus, em datas e local ainda a definir. Aguardemos.

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Último vôo da Nave maio 8, 2010

Posted by Jan Balanco in Música.
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Acontece hoje, logo mais à partir das 23h e até o amanhecer de domingo, o aniversário de 5 anos da Nave, festa que produzo e sou DJ residente desde a sua criação com meu sócio Luciano Matos, o el Cabong. Mas, além disso, essa edição da Nave provavelmente será a última. Preferimos divulgar como uma pausa, de modo a ficarmos à vontade para realização de ataques-surpresa e outras ações eventuais, mas não consigo enxergar o retorno da festa de periodicidade regular a curto prazo.

Por motivos diversos, como desgaste do formato, cansaço pessoal, saturação operacional, entre outros que abrangem até o atual momento criativo do cenário rock mundial, resolvemos que é chegada a hora de parar. A sensação é de dever cumprido: Sem modéstia nós formamos um grande público na cidade, inspiramos o surgimento de novas festas e até bandas, lançamos dezenas de novos DJs locais, trouxemos várias atrações relevantes nacionais para Salvador e levamos a bandeira da Bahia para outros estados do país, implantamos uma cultura de produção responsável na noite, etc, etc, etc. E apesar de estar já saudoso, principalmente depois da enxurrada de depoimentos emocionados que temos recebido de nosso público via blog, Twitter, Orkut e Facebook, me sinto particularmente aliviado em estar encerrando uma das minhas várias frentes de trabalho, e assim ganhando mais tempo livre para minha vida pessoal, que passa por um momento de grandes (e boas) mudanças que precisam ser melhor cuidadas.

O que me deixa angustiado é saber que vamos deixar um vazio na programação cultural da cidade. A sensação é amenizada por saber que esse vazio não se compara ao que era quando criamos a festa em maio de 2005 na finada Miss Modular: Hoje temos algumas festas pós-Nave como o Baile Esquema Novo e a TopTop, além de outras mais recentes, que com maior ou menor intensidade se assemelham de alguma forma à nossa proposta. Sei que na verdade, festa igual mesmo à Nave não tem em Salvador, mas também não podemos carregar essa responsabilidade sozinhos se ela pesa em nossos ombros. A vida continua, e a cidade é viva, deixamos um legado que decerto há de caminhar sozinho agora e abrir novas (ou as mesmas) fronteiras na noite soteropolitana.

E se a brincando de deus retornou de uma pausa de quatro anos em grande forma, podemos concluir que no futuro tudo é possível, certo?

PS: Como não podemos nunca deixar de rir, a brincadeira da vez é que a Nave está apenas seguindo a tendência de 2010: Acabar. Vide bandas como Animal Collective, Supergrass, Jay Reatard, LCD Soundsystem…

* * *

Após cinco anos consecutivos movimentando Salvador com o melhor do rock e da música pop, a festa Nave anuncia um hiato. Os produtores e DJs residentes da festa, el Cabong e Janocide, resolveram tirar férias por tempo indeterminado. Mas nada de tristeza, antes de parar eles comemoram meia década de festa com mais um aniversário inesquecível que reunirá o suprasumo dos DJs de rock e pop locais.

Um time de DJs que ajudou a escrever a história da Nave: Ramon Prates, Albarn, titamuller, camilofróes, Lolla B., Potato, e.leal, neechee, BigBross e gatoroxo. Nas pickups o melhor do indie rock, punk, glam, surf, pop, soul e electro. Doze DJs se revezando em duas pistas simultâneas por mais de seis horas de diversão.
Como tudo começou – Era uma vez, no distante ano de 2005, dois amigos que não conseguiam encontrar em sua cidade um lugar onde pudessem dançar ao som das músicas de que gostavam. Perceberam então que a única solução era criar um evento que preenchesse esse vazio. E assim nascia a Nave, a mais importante festa de rock e música pop do estado, e referência nacional em seu segmento.

Nesses 5 anos de vida noturna, a Nave marcou uma geração, criando uma opção para quem gosta de rock e de se divertir dançando, em sintonia com os melhores lançamentos de rock no mundo. A festa marcou época, ajudando a formar um público para o rock em suas mais diversas vertentes. Cresceu, se tornou um evento importante na cidade, viu gerações chegarem, curtirem e partirem, juntou casais, criou tendências, apresentou novidades e deixa um legado.

Nesses cinco anos, foram quase 60 edições oficiais e uma dezena de ataques-supresa, iniciando em 2005 na saudosa Miss Modular e sendo acolhida em definitivo pela Boomerangue. E quem não se lembra das Naves temáticas? Nave de Brinquedo, de Cinema, Bacanave, a antológica Nave Retrô se despedindo do Miss Modular, as Naves de Mulheres, entre tantas outras.

Nesse período a Nave promoveu a estréia de dezenas de DJs locais, e a circulação de DJs de todos os cantos do país e ainda da França, Inglaterra, Alemanha e Argentina. Passaram pela festa nomes como Pitty, Gabriel Thomaz, Lucio Ribeiro, Miranda, Érika Martins, entre outros. Uma festa que influenciou o surgimento de várias outras em Salvador, e inspirou também em outros estados do país.

Essa grande noite também marca uma pausa nas atividades da Nave. Pela primeira vez após 5 anos de trabalho continuado, a tripulação da festa decidiu tirar suas primeiras férias oficiais, e por período indeterminado*. Então é bom aproveitar o máximo que puder, afinal, sabe-se lá quando novamente teremos mãos pra cima, palminhas na pista e passinhos desengonçados!

*Sobre a pausa da Nave, leia o comunicado oficial em nosso site: http://festanave.wordpress.com

Serviço:

Nave – Aniversário de 5 Anos
[Rock – Pop – Electro – Parabéns – Doces – Surpresas]

DJs:
Janocide / el Cabong / Ramon Prates / Albarn
titamüller / camilofróes / Lolla B. / Batata
e.leal / neechee / BigBross / gatoroxo

08/05/2010 (Sábado)| 23h | R$ 15
Boomerangue (Rua da Paciência, 307, Rio Vermelho)
Tel: (71) 3334-5577
Classificação: 18 anos

Contato: festanave@gmail.com

Site: http://festanave.wordpress.com

Coleção Desenbahia abril 27, 2010

Posted by Jan Balanco in Artes Visuais.
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Encerra no próximo domingo 2/5 a visitação à exposição “Revisitando o Acervo de Arte Baiana – Coleção Desenbahia”, em cartaz no Museu de Arte da Bahia – MAB, no bairro da Vitória, em Salvador. A exposição traz ao público cerca de 70 obras de 30 artistas baianos pertencentes à coleção particular da Agência de Fomento do Estado da Bahia – Desenbahia (ex-Desenbanco), que ficam em sua maioria guardadas ou expostas na sede da Desenbahia, e algumas em outros órgãos do Governo Estadual.

A brilhante coleção começou a ser formada em 1974 e  tem como recorte predominante o movimento modernista na Bahia, abrangendo formatos diversos como pintura, gravura, tapeçaria e escultura. Gosto tanto do tema que fui visitar duas vezes, mesmo já conhecendo algumas das obras de visitas à sede da Desenbahia. Mas é importante ressaltar que no museu, expostas de maneira mais adequada, estas parecem se transformar, como por exemplo a escultura Construção Espacial, de Mário Cravo, cujo local de exposição original é o saguão de entrada do edifício da Agência, onde sua beleza é sufocada. Outros destaques são a grandeza da Guerra aos Tupinambás de Carybé, as cores de Jenner Augusto, a ilusão de Jamison Pedra, a leveza de Lygia Milton, e a preciosidade de Newton Silva. Fotos de algumas obras da coleção podem ser encontradas aqui, e informações completas sobre a exposição aqui. Altamente recomendável, não percam!

Passáro de Fogo

A obra que considero o ápice da coleção Desenbahia,  infelizmente – por razões óbvias de logística – não integrou a exposição em cartaz no MAB. A escultura de grandes dimensões Pássaro de Fogo, de Emanoel Araújo, guarda a entrada do Edíficio Desenbahia, localizado no número 776 da Avenida Tancredo Neves, em Salvador, local onde funcionam também a Secretaria de Turismo e a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Por trabalhar na SECULT, tenho o privilégio de poder contemplar essa obra diariamente. E como a arte depois de exposta não tem dono, há três anos passo pela escultura desenvolvendo minhas próprias interpretações sobre a mesma.

A obra é composta por duas grandes peças de metal equilibradas uma sobre a outra por uma frágil ligação, que faz a peça superior planar com leveza (atingindo a altura de 8m em sua extremidade), ao mesmo tempo em que parece ameaçar cair a qualquer momento. Há pouquíssimo tempo descobri que a escultura tem como título Pássaro de Fogo (o que faz todo sentido), e foi esse desconhecimento que por anos me proporcionou o desenvolvimento de uma interpretação livre da obra e, creio, completamente desconexa das intenções iniciais do seu autor. Esse tênue equilíbrio entre as duas peças que compõem a escultura me faz refletir a cada nova manhã sobre a fragilidade e a inconstância das posições de poder, e consequentemente me alerta para nossas ações enquanto ocupando postos tão temporários: Seja humilde, exerça sua função com sabedoria, são alguns dos pensamentos que a obra me traz a cada nova manhã de trabalho desde 2007. Pelo privilégio de ter essas lições íntimas diárias, eu agradeço todo dia ao autor (mesmo que não intencionado) e àqueles que um dia tiveram a sensibilidade manter a sua obra em espaço público, ao alcance de todos.

O Pássaro de Fogo recebeu nova camada de tinta recentemente e seu vermelho está mais vivo ainda (a foto que ilustra esse texto foi feita por mim em 2008). Ótima oportunidade para uma visita a essa que talvez é uma das mais belas obras de arte pública de Salvador. O acesso ao edifício é livre para pedestres das 8h30 às 18h nos dias úteis.

F5 março 26, 2010

Posted by Jan Balanco in Artes Visuais, Audiovisual, Música, Viagem.
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Muito tempo sem escrever. Verão, Carnaval, muito trabalho, alguns problemas pessoais, e no meio disso tudo ainda passei um tempo sem internet em casa. Decidi produzir um post de notas para atualizar esses dias passados e retomar as publicações aqui no quaseconcreto. Devo voltar a algumas delas depois.

  • Recebi o disco de Messias, que já está disponível para venda e download no site do artista. O CD, triplo, é forte candidato a melhor disco nacional do ano. E em âmbito geral está entre o que ouvi de melhor em 2010 até agora, dividindo posição com o “Teen Dream” do Beach House.
  • Produzi no final de fevereiro pela SECULT-BA um seminário sobre economia da música. Ficamos bem satisfeitos com o resultado, montamos uma programação de apresentações muito relevantes para o setor, e quase todas inéditas na Bahia. O auditório ficou lotado de agentes dos mais diversos elos da cadeia produtiva, dos mais diversos gêneros musicais, e de vários estados brasileiros. Estamos agora adaptando o formato para um Seminário Economia do Audiovisual, a ser realizado em maio.
  • Fiz uma viagem de trabalho a Brasília, cidade que eu adoro, e fiquei hospedado num incrível apartamento no Plano Piloto, Superquadra Sul, com vista total para um jardim enorme: Lembrei da casa em que fiquei hospedado na França ano passado. Fui acompanhar a Pré Conferência Setorial de Música, para trazer de volta para Bahia um pouco do que tem sido discutido nacionalmente pela classe.
  • Tirei a sorte grande: Estreou bem na semana em que cheguei em Brasília, no CCBB-DF, a exposição “Vertigem”, d’OSGEMEOS. Falei sobre ela aqui antes, e pude visitar nas poucas horas livres que tive na cidade. Em cartaz até 16/5.
  • De Brasília precisei voar para São Paulo devido a uma urgência, e no meio de toda essa correria consegui um tempo para ficar sozinho e fui visitar a belíssima exposição de gravuras de Chagall no MASP. Um mundo de sonhos. Em cartaz até domingo 28/3.
  • Ainda passei na Ocupação Chico Science no Instituto Itaú Cultural. A exposição é muito bem concebida, e é uma boa introdução ao universo do artista. Também em cartaz até esse domingo 28/3 com uma ampla programação paralela de mostras e palestras.

Também terminei livros e HQs, assisti um monte de filmes e episódios de séries… mas isso fica para mais tarde.

Bankside 9TG/SE1 London novembro 22, 2009

Posted by Jan Balanco in Artes Visuais.
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Ficou em cartaz até ontem na Galeria ACBEU a exposição Bankside 9TG/SE1 London, que apresentou uma amostra do que tem sido produzido de mais interessante atualmente nas artes visuais em Salvador. São seis artistas, expondo uma obra cada: Liane Heckert, Zé de Rocha, Daiane Oliveira, Lia Cunha, Gaio e Nicolas Soares. Todos fazem parte de uma nova geração da EBA cada vez mais presente em nossas galerias públicas e privadas, para nossa sorte. Deixei esse post guardado por achar que a coletiva ia até dezembro, mas infelizmente durou apenas 15 dias.Uma pena, mas mesmo assim quis fazer esse registro aqui, como incentivo para visitação de próximas mostras.

Lia Cunha 7:45′ (Foto: Johanna Gaschler)

A maior parte das obras da exposição aborda questões relativas ao espaço privado – mais do individual que do coletivo – nas cidades, algo natural para essa geração da qual eu faço parte, e de certa forma são parte de um cotidiano universal. Não é à toa que o nome da coletiva é o endereço da Tate Modern, prestigiada galeria londrina de arte moderna e contemporânea. Nas palavras do texto de apresentação, escrito pela professora de historia da arte da EBA/UFBA Alejandra Muñoz:

“O que diferencia as rotinas de quem mora em Londres, Kyoto, Madri, New York, Luanda ou Bahia? Banside 9TG/SE1 London pode ser um código, uma chave para percebermos que nossas rotinas talvez seja o elo comum com outros ‘urbanóides'”.

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